14.11.09

Espetaculo MAR(ia-sem-ver)GONHA - SESC Garagem 2009 - Na parada de onibus



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Blogger corpos said...

Espetáculo Mar(ia-sem-ver)gonha por Corpos Informáticos.
Diego Azambuja - Corpos Informáticos
Fernando Aquino - Corpos Informáticos
Márcio H. Mota - Corpos Informáticos
Maria Beatriz de Medeiros - Corpos Informáticos/UnB
Resumo
O presente texto testa, nariz e orelhas. O presente texto atesta, tempera e por vezes incendeia algumas ações, talvez arte, talvez parte, um pulo de corda, um abraço. Neste ínterim, tanto nós – pedaço de mundo, tanto mundo, caquinho em todos –, se pensa em movimento, corpo inteiro e seus 11 sentidos.
Palavras-chave: arte, onze mãos, cidade.
Certo dia, em uma cidade planejada, um bando (conjunto de bandidos que se creem artistas) resolveu se divertir, chamar atenção para a distração. Festejou nomeando estes momentos „reuniões‟, pois era preciso assegurar o mingau ralo da galera, mas, sobretudo, por que era necessário viajar. Sim, comer e viajar, as quatro melhores coisas da vida. Nestas reuniões, tomou cervejas inexistentes que, no entanto, enchiam seus copos, e planejou pequenos saltos, sobressaltos, verdadeiros assaltos à cotidianidade hiperindustrial. Aí, cavou buracos e escondeu segredos, parafernálias indefesas que tinham alcançado o privilégio do abandono. Jogou pique-bandeira sob aquela outra bandeira e pensou fazer arte, desastre, abate de neurose, ceifagem de paranóia. Inclusive inventou que era pronóico
O bando também conversava com os mortos. Essas conversas eram unilaterais, isto é, os mortos estavam mortos. Assim descobriu, sem destampar a tumba, um
português judeu entalhando óculos em Amsterdã, que escreve em latindo e assim escapa de perseguições. Esse sujeito fala de Ética e se permite confundir, difundir, mesclar e mastigar modos de percepção e gêneros de conhecimento.
Então o bando deixou escoar a composição urbana que põe, decompõe, repõe a vida nula em movimento corpo-mente-valente contra o vício incutido, minando as veias flácidas do pouco que resto. Que resta no espaço compartilhado da grama e minhocas, copos abandonados, capa de drops, alguma moeda, lacraias. Bodes não há: parafernálias acrescentam modos de percepção e gêneros de conhecimento – antena, olho, mola, teclado, fio, tomada. Ou seriam modos de conhecimento e gêneros de percepção?
a: – Mas, conhecimento não existe.
b: – Existe sim.
a: – Não existe.
b: – Não insiste.
a: – Conhecimento também não insiste, desiste.
b: – Existe sim.
a: – Não existe.
b: – Quer ver que existe: mãe, conhecimento existe?
c: – Sim, minha filha conhecimento existe.
b: – Viu, num falei, num falei.
O bando também pegava ônibus. Todos pegávamos ônibus, nos reuníamos e isto já bastava para ser grupo, embrulho, alcateia, enxame e gangue. Então agrupamos Dionísio e chamamos a Dina na 713 Sul.1
Cintas modeladoras
Dina, aquela que faz cintas modeladoras para traçar o corpo como outdoor. Aqui nos trópicos de farto calor, também tem a opção das ladeiras e dos jogos mundanos. Entre esquinas e bueiros já sentem o desvario rupestre, buscando no movimento do corpo a forma primeira do riso.
– Dina!!!
Dina pede R$ 100,00 pela importada, a outra faz cara de nove horas, bota a língua pra fora, chupa o pescoço dela, leva por R$ 70,00 e as duas gozam no final.
– Vale tentar.

October 4, 2011 at 9:15 AM  

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